10 roubos cometidos por funcionários de bancos

Quando você pensa em roubos em bancos, você provavelmente imagina uma equipe fortemente armada tentando fugir com o máximo de dinheiro que conseguir. Muitos dos maiores roubos que já aconteceram nos bancos foram roubos cometidos por funcionários dos próprios bancos.

Muitos dos brasileiros tem o hábito de deixar seu dinheiro no banco como a maneira de manter seus recursos a salvo e que o gerente da conta estará sempre atento cuidando do seu dinheiro. Em alguns casos esses gerentes que confiamos de olhos fechados para cuidar do nosso dinheiro, são os que silenciosamente desviam as nossas poupanças para seus bolsos.

10. Lígia Maria Frazão
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Lígia Frazão foi demitida em 2014, do banco onde trabalhava depois de ser flagrada por câmeras desviando dinheiro da tesouraria do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, no Rio de Janeiro. Ela já era funcionária há cerca de 20 anos, com salário de R$ 20 mil mensalmente, tinha tudo para permanecer acima de qualquer suspeita.

As imagens mostravam a mulher, em pleno local de trabalho, apanhando notas de R$ 50 e R$ 100 que deveriam ser destruída. Lígia também contava com ajuda de Anderson Pereira da Silva, auxiliar de tesouraria do BC, que também foi indiciado e demitido.

 

9. Desiree Hodje
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A americana Desiree Hodge foi demitida do Bank of America e presa depois de roubar cerca de USD $38.000 (R$ 123 mil). A mulher teria aproveitado da confiança de uma cliente, uma idosa de 82 anos para fazer os desvios. Segundo a polícia de Atalanta, EUA, a idosa confiava tanto em Desiree que somente aceitava ser atendida por ela. Derisee teria convertido dois certificados de depósitos pertencentes à vítima e colocou-os em sua própria conta corrente e começou a retirar dinheiro.

Quando a cliente ia a agência, a funcionária sacava o dobro do montante solicitado e não fornecia um recibo. Quando a cliente notou que estava faltando dinheiro em sua conta, Desiree disse que estava tudo bem. Quando a cliente voltou uma segunda vez, desta vez com um membro da família, a funcionária culpou a idosa dizendo que ela sofria de Alzheimer e não conseguia lembrar quanto dinheiro estava sacando. No entanto os investigadores disseram que a mulher não sofria de nenhum tipo de demência e Desiree foi presa e acusada de roubo.

8. Ex-funcionário da Caixa Econômica Federal
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Também em 2014, um funcionário da caixa econômica Federal foi condenado a 6 anos e 3 meses de prisão por peculato – que é apropriação de dinheiro ou bens em razão da função exercida. Segundo Ministério Público Federal (MPF), o funcionário exercia um cargo de comissionado na tesouraria da agência localizada em São Sebastião do Paraiso, no Sul do Estadão.

Tendo desviado cerca de R$ 159 mil num esquema que durou  anos. Segundo MDF, ele retirava dinheiro da conta da tesouraria e cobria o saldo deficitário com quantias retiradas de contas de clientes da agência.

Após o fechamento das contas do setor em que trabalhava, o funcionário devolvia o dinheiro das contas sacadas, usando verbas da própria tesouraria. Ele calculava e devolvia, inclusive, o montante devido no período de desfalque. Assim o prejuízo não aparecia para o clientes e era suportado pela própria Caixa Econômica Federal.

7. Rafaela de Azevedo Brito
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Em 2016, Rafaela Brito, que trabalhava no Banco do Brasil, foi presa e acusada de desviar mais de R$ 450 mil de clientes da instituição. Rafaela fazia parte de uma quadrilha de estelionatários, de acordo com a delegada Glória Isabel dos Santos Ramos, do Departamento de Crimes Contra Patrimônio (DCCP). Rafaela trabalhava numa agência em Recife, mas na altura dos desvios estava afastada por 30 dias e respondia a um processo administrativo.

Nesse período o banco registou o acesso de Rafaela em contas corrente onde haviam sido percebidos desvios. A investigação conduzida pelo DCCP revelou que a bancária ainda acessava contas de clientes utilizando login e senhas de colegas, sem que estes soubessem.

Ela visitou várias agências na Bahia, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde se apresentava como funcionária do banco e solicitava aos colegas que verificassem seu saldo. Enquanto o servidor digitava seu login e senha, ela copiava os dados e os utilizava para desviar valores que variavam entre R$30 e R$ 50 mil de cada conta.

 

6. Alice Warnock
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Uma ex-funcionária do Bank of Ireland ficou presa por um ano por roubar 144 mil euros (R$ 537 mil) do banco entre 2004 e 2012. Alice foi presa após uma investigação interna enquanto estava em licença por doença. Os valores roubados entre 2004 e 2012 variavam de € 600 a € 5000. Além de perder o emprego ela teve que vender sua casa para pagar o que roubou. Segundo a Alice os desvios foram para melhorar seu estilo de vida.

5. Lauro de Paula Munhoz
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Também mais um ex-funcionário do Banco do Brasil, Lauro de Paula Munhoz teria desviado aproximadamente R$760 mil, os desvios teriam sido praticado entre 2011 e 2014.  A polícia chegou ao caso após denúncia da instituição financeira, que já havia apurado o caso dento da empresa e demitido o funcionário. Lauro trabalhou no banco durante cinco anos e era gerente há pelos menos três anos.

Segundo o delegado Humberto Teófilo, afirmou que o suspeito usava a própria senha administrativa para liberar créditos em contas falsas de pessoas jurídicas. Depois o ex-gerente sacava a quantia “em uma tentativa clara de transformar dinheiro ilícito em regular”.  Explicou o delegado, e por causa da confiança que tinham em Lauro, outros funcionários do banco também faziam transferências quando o ex-chefe solicitava.

 

4. Ex-tesoureiro da Caixa Econômica Federal
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Um homem cujo o nome não foi divulgado, em 2016 teria desviado cerca de R$ 2,5 milhões do banco. O ex-funcionário da Caixa Económica Federal estava foragido quando foi preso pela polícia, na altura da prisão apresentou aos policiais federais com documentos falsificados.

As investigações da Policia Federal (PF), que contaram com apoio da Caixa, indicaram que o ex-tesoureiro aproveitou uma confraternização dos funcionários da agência onde trabalhava, as vésperas de um feriado relacionado aos jogos Olímpicos Rio 2016, para levar dinheiro do banco, escondido em bolsas de viagem. Depois de praticar crime o homem substitui sua foto numa rede social pela do personagem Wolverine, o que levou a PF a chamar a ação de operação Wolverine.

3. Jill Marie Myers
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No estado de Texas, EUA, Jill Marie Myers, declarou ter falsificado registros bancários para ocultar fundos roubados ao longo de 10 anos. Jill roubou mais de US $ 1,2 milhões (R$ 3,9 milhões) antes de ser pega.

Ela era supervisora de caixa em uma das agencia da First Nacional Bank, o esquema teria sido descoberto depois que a PlainsCapital Bank com sede em Dallas, EUA, adquiriu a filial.  A investigação constatou que eram desviado cerca de US $10.000 mensalmente, desde junho de 2004.

2. Bassam Salman
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Bassam um homem de 62 anos que trabalhou numa agência do banco de Montreal, Canadá teria desviado ao longo de 8 anos mais de 9 milhões de dólares (R$ 29 milhões). Bassam aposentou-se e voltou para Líbano em 2012, depois de supostamente falsificar os relatórios dos clientes e tomar posse do seu dinheiro, ao fazer transações não autorizadas em seu nome, num esquema conhecido como “lapping”.

“Ele produzia documentos falsos, dizendo que o dinheiro estava lá, mas ele estava a desviá-los para seu próprio interesse para comprar casas e carros”, disse o Juan Vargas o investigador da fraude financeira da polícia de Montreal.

1.Jagmeet Channa
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Em 2008, Jagmeet Channa desviou cerca £ 72 milhões (R$ 300 milhões) do grupo bancário HSBC, na sede do banco em Londres, Reino Unido. A maior fraude bancária na história britânica, apesar de ser culpado ele recusou a nomear o cúmplices. Numa sexta feira Jagmeet autorizou duas transações que aparentemente pareciam simples. Mas elas foram feitas usando senhas roubadas de colegas e ninguém prestou muita atenção – pois ele era considerado um funcionário de confiança.

Primeiro ele transferiu 48 milhões de libras esterlinas (R$ 200 milhões) a um banco francês Société Generale em Casablanca, Marrocos, e depois enviou 24 milhões de libras esterlinas (R$ 100 milhões) para um filial da Barclays em Manchester, Reino Unido.

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