10 pessoas que foram condenadas injustamente

De vez em quando ouvimos ou vemos história de pessoas que foram presas ou condenadas injustamente por crimes que não cometeram. Muito dessas pessoas passam quase a maior parte de suas vidas presas e alguns por sorte acabam passando alguns meses ou dias. Essas situações muitas vezes acontecem por causa de erros nas investigações por parte da justiça, o que faz com que inocentes sejam condenados injustamente por crimes de outras pessoas.

10. Shaurn Thomas

americano-preso-injustamente-solto
noticias.uol.com.br

Em maio deste ano, um homem de 43 anos conheceu a liberdade pela primeira vez em 24 anos, depois de ser injustamente condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos, por assassinato. Shaurn tinha 16 anos na época do crime que ele não cometeu e, agora que estava livre, disse que sonhava usar um telefone celular pela primeira vez.

Ele foi inicialmente julgado culpado pelo assassinato de um executivo em uma rua na Filadélfia (EUA), num assalto que levaram US$ 25 mil do empresário. O jovem foi condenado apesar de ter sempre alegado que, no momento do crime, estava em um centro de estudos para jovens. Apenas um testemunha afirmou que o viu na cena do crime.

Apesar das diversas apelações, a justiça americana nunca aceitou o álibi, e Shaurn foi condenado à prisão perpétua em 1993. Só 16 anos depois é que ele encontrou alguém que viria tirá-lo da prisão: o ex-policial James Figorski, que se formou advogado e passou a trabalhar de forma voluntária para um projeto que defende inocentes em Pensilvânia.

9. Herberson Lima de Oliveira

O ex-presidiário, hoje com 33 anos, teve sua juventude roubada por um erro da Justiça do Amazonas e luta para receber do Estado uma indenização depois de tudo que passou. Preso em 2003 suspeito de estuprar uma menina de nove anos, ele ficou atrás das grades até que teve a inocência provada. Isolado em uma cela destinada aos homens que cometeram crimes sexuais, ele foi estuprado pelos companheiros de cela e contraiu Aids, o que fez com que a liberdade chegasse de forma tardia para ele.

Heberson deixou a Unidade Prisional do Puraquequara, em Manaus, em 2006. Ele nunca foi julgado e nem condenado. Tudo só foi esclarecido durante uma visita ao presídio feita pela defensora pública Ilmair Siqueira. Ela conversou com o rapaz e acreditou na versão apresentada sobre os fatos. O pai da vítima acusou Heberson, porque teria tido um desentendimento com ele. A delegada teria pedido a prisão baseada na indicação do pai, mas a investigação feita depois apontou que outro homem cometeu o crime.

8. Lawrence Mckinney

O americano de 60 anos, que passou 31 deles preso injustamente por estupro e roubo, recebeu do governo a quantia irrisória de US$ 75, o equivalente a R$ 254, de indenização. Lawrence Mckiney foi preso em 1978 e condenado a 115 anos de prisão e só teve a inocência comprovada em 2009, depois de um exame de DNA. Segundo as informações da rede CBS ele tentou uma compensação financeira do governo de US$ 1 milhão, mas teve o pedido negado duas vezes.

“Eu não tenho vida. Minha vida foi tirada de mim”, disse o americano em entrevista à emissora.

Segundo o advogado de Lawrence, Jack Lowery, o seu cliente merece uma reparação por ter passado mais de metade da vida preso.

7. Johnny Carvalho Lopes

Em 2009 a Justiça reviu um caso de um rapaz que estava preso há mais de um ano na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa (Paraná). Johnny Carvalho Lopes foi condenado inicialmente a 14 anos pelo crime de estupro, e preso injustamente. Ele foi reconhecido como autor do crime pela vítima, em 2005, quando se deu o fato. Mas no entanto, a revisão do caso demonstrou que o verdadeiro autor era seu irmão, Odair Carvalho Lopes.

O advogado Edson Stadler, que abriu uma ação de justificação, buscou provar que Johnny estava em outro local no momento em que o crime ocorreu. Essas provas foram apresentadas em uma nova audiência, juntamente com a presença de novas testemunhas que demonstraram que ele não era o estuprador. Por último, a vítima de estupro também foi chamada a depor, e reconheceu o irmão de Johnny, Odair como estuprador.

6. Eugénio Fiuza de Queiroz

homem-brasileiro-preso-injustamente
www.otempo.com.br

O artista plástico de 66 anos, Eugénio Fiuza de Queiroz, foi condenado por estupro em cinco casos diferentes a 37 anos de prisão. Ele cumpriu 18 anos da pena até que o caso começou a ser esclarecido em 2012, quando Pedro Meyer Ferreira Guimarães, apontado como o verdadeiro autor dos crimes, foi reconhecido por várias vítimas e preso. Os dois apresentavam semelhanças físicas. Em julho de 2016, o Estado foi condenado a pagar cinco salários mínimos ao artista plástico a título de pensão alimentícias. Entretanto, um mês depois, o Estado conseguiu reduzir o valor para dois salários.

5. David Ranta

Um cidadão de Nova York (EUA) condenado em 1991 pelo assassinato de um rabino foi liberado em 2013, após ter passado 23 anos na prisão, ao final de uma investigação que provou sua inocência. David Ranta condenado a 37 anos de prisão pela morte de um rabino ortodoxo durante um assalto em fevereiro de 1990.

Sempre declarou a inocência. Uma investigação do gabinete do promotor de Brooklym (Nova York) iniciou uma investigação interna e descobriu uma prova ignorada durante o julgamento, o que permitiu inocentar David.

4. Chen Man

Em 2016 as autoridades chinesas libertaram um preso que inicialmente foi condenado à morte e a passou 23 anos detido. Depois de comprovada sua inocência, Chen Man, hoje com 53 anos. Foi liberado da prisão na cidade de Haikou (China), após o tribunal superior da província de Zhejiang (Leste) estabeleceu que sua culpa não tinha sido demonstrada e a sentença original precisava de suficiente evidencias para puni-lo.

Detido no fim de 1992 pelo assassinato de seu caseiro, Chen foi inicialmente condenado à morte, embora a execução tenha sido suspensa por dois anos. A promotoria apelou ao considerar que a sentença não era suficiente severa, e ai começou uma serie de batalhas legais que levaram à libertação do preso.

3. A mulher que foi presa por possuir mesmo nome que uma criminosa

Presa injustamente, em junho deste ano, uma mulher foi detida em Imperatriz (Maranhão) por possuir mesmo nome de uma acusada de integrar associação criminosa especializada em aplicar o golpe “boa noite, cinderela”. Como constou nos autos a mulher foi recolhida na Central de Custódia de Presos de Justiça da Comarca de Imperatriz, onde ficou presa durante 23 dias, passando por situações constrangedoras que geraram prejuízos psicológicos e graves transtornos morais à vítima. A mulher foi solta após esclarecer a situação e comprovar que se tratava de um caso de homonímia (duas pessoas com mesmo nome).

2. A mulher que foi acusada de roubo

Uma mulher de 35 anos, foi inocentada após passar 100 dias presa em Lagoa da Confusão (Tocantins). Ela foi acusada por um homem de ter praticado roubo, mas segundo a Defensora Pública, ele voltou atrás e confessou que havia mentido. Conforme a denúncia, acusada teria roubado da casa da vítima uma carteira de bolso com R$ 60 e todos os documentos pessoais, com uso de violência. Mas a versão recusada pela mulher era de que o homem se recusou a pagar por um programa que teria feito com ela e então agrediu.

1. Eddir Bolden

Um homem de 46 anos foi solto em 2016, depois de ter passado 22 anos preso injustamente, em Illinois, nos Estados Unidos. A justiça reconheceu que Eddie Bolden, preso em 1994, foi vítima de um erro jurídico e retirou as acusações contra ele. Eddie havia sido condenado por homicídios relacionados ao tráfico de drogas.

O juiz do Condado de Cook determinou que ele deveria ser julgado novamente. Durante uma das apelações, o magistrado considerou que as provas que incriminaram o preso eram “extremamente frágeis” e que faltou ouvir testemunhas cruciais que poderiam confinar o álibi do réu.

COMPARTILHAR