10 criaturas bizarras encontradas na Antártica

A antártica é o continente mas frio, mais seco, com a maior média de altitude e com maior índice de ventos fortes do planeta. Sendo 98% da sua área coberta por gelo, este continente esconde muitos mistérios e coisas por desvendar, sem falar de muitas espécies de animais que ainda estão por descobrir. Nessa lista reunimos as 10 criaturas mais bizarras já encontradas na Antártica.

10. Peixe-gelo

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Este peixe que vive unicamente nas águas geladas da Antártica em profundidade de até 1 quilômetro, e o único de dois espécimes em cativeiro que podem ser encontrados no aquário de Tóquio (Japão), no Sea Life Park. Para além do fato de possuir sangue transparente e sem escamas, o peixe-gelo ocelado não é muito diferente da maioria dos peixes. Os seus traços especiais até hoje ainda deixam os pesquisadores desconcertados.

Este peixe não possui a hemoglobina, uma vez que ela é responsável pelo transporte de oxigénio através do corpo dos vertebrados, ainda não está claro como esta espécie consegue sem a metaloproteína que se liga com o oxigénio. Várias teorias já foram formuladas sobre o assunto, e alguns cientistas especulam que o coração anormalmente grande do peixe-gelo pode ajudar a movimentar o oxigénio usando o plasma em vez da hemoglobina.

9. Porco do mar

Porco do mar é uma espécie de pepino-do-mar que vive em profundidades absurdas (alguns já foram visto as 6.000 metros da superfície). O comportamento desses bichos ainda não é muito conhecido por causa das dificuldades de se estudar o que se passa em tais profundidades, mas o que sabemos já é suficiente para acha-los bem estranhos.

Um estudo americano mostrou o que eles comem é diretamente influenciado pelo que acontece na superfície dos oceanos. Ou seja, o que acontece lá em cima tem impacto na vida de seres 6 km abaixo! Eles habitam águas do mundo todo! Oceano Pacífico, Atlântico, Índico e no Antártico.

8. Vermes que devoram ossos

Em 2013, uma equipe de biólogos europeus e americanos descobriu novas espécies de vermes que se alimentam de ossos de baleia Antártica. Esses vermes necrófagos (que comem restos orgânicos de plantas ou animais mortos) fazem buracos nos ossos de vertebrados nas águas geladas do Polo Sul.

7. Polvo gigante

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Em março deste ano cientistas portugueses e neozelandeses encontraram e analisaram aquilo que acreditam ser o maior polvo da Antártica já encontrado. O polvo gigante “megalaleledone setebos” possui 115 centímetros e 18,5 quilos de peso. O exemplar, que foi “imediatamente congelado”, para depois ser analisado na Nova Zelândia. O coordenador do projeto José Xavier, destacou que a descoberta, está dentro de um projeto internacional que envolveu cientistas de Portugal, Nova Zelândia, Japão e Austrália, é mais uma peça no puzzle para ajudar a perceber o que existe na Antártida.

6. Estrela do mar gigantes, caracóis e aranhas do mar

Cientistas da Nova Zelândia, em 2008, que pesquisavam no mar de Ross na Antártica, em uma expedição de 5 dias, se surpreenderam com o tamanho de alguns espécimes encontrados. Estrelas-do-mar com 60 centímetros, enormes caracóis, aranhas do mar e medusas com tentáculos de até 4 metros. Foram coletados cerca de 30.000 espécimes, pelo menos oito espécimes de molusco eram desconhecidos. As pesquisas faziam parte de um programa, que envolvia 23 países.

5. Fóssil de uma ave gigante

Pesquisadores de argentina encontraram, em 2016, nas cercanias da Base Marambio, na Antártica, um fóssil de um exemplar de uma ave correspondente ao período Eoceno (de 34 milhões a 56 milhões de anos atrás) que garantiram ser a maior e mais antiga das que são conhecidas, segundo o governo do país. Segundo os pesquisadores, este grupo de aves, que chegou a se espalhar por todo o mundo pouco tempo depois da extinção dos dinossauros, tinha asas que lhe permitia atravessar grandes distâncias, e seus leves osso possibilitavam que pegasse altura aproveitando as correntes de ar.

4. Esperma de 50 milhões de anos

Cientistas anunciaram em 2015 a descoberta de um espermatozoide com uma idade estimada de 50 milhões de ano. O que o torna, de longe, o mais antigo entre todos os que conhecíamos até sua descoberta. Encontrado no ártico, o gameta se manteve preservado graças a uma ajudinha do casulo de uma espécie de anelídeo clitelado semelhante á sanguessuga. Como este tipo de casulo era composto por tecidos moles, é extremamente raro encontrar fósseis como este, já que só se formam sob circunstâncias bastante específicas.

Algumas características do espermatozoide descoberto lembram propriedades das células sexuais dos branquiobdédídeos, uma espécie de verme ainda existente que se assemelha a sanguessugas e vive como parasita de lagostins de água doce. Até a descoberta, o anelídeo só tinha sido encontrado no hemisfério norte.

3. Fóssil de baleia primitiva de 49 milhões de anos

Cientistas argentinos encontraram resto de uma baleia primitiva na Antártica chamada Arqueoceto, de 49 milhões de anos. É o fóssil de baleia mais antigo encontrado até a descoberta. Ela foi encontrada no nordeste da Península Antártica, perto do Mar de Weddell, pelos argentinos Claudia Tambussi e Marcelo Reguero e suecos Thomas Mors e Jonas Hagstrom, do museu de História Natural de Estocolmo. De acordo com os pesquisadores, trata-se de uma mandíbula reconstruída, de cerca de 60 centímetros, que permitiu saber a origem da linhagem do fóssil. O Aqueoceto pertence ao grupo Basilosauridae, do qual se originaram todos os mamíferos marinhos.

2. Caranguejo das neves

Batizado de Kiwa tyleri, o caranguejo foi avistado pela primeira vez em 2010, quando os cientistas mandaram um “drone” submarino para investigar as fontes hidrotermais de uma cordilheira vulcânica subaquática localizada a leste da placa tectônica de Scotia, que fica nas proximidades do continente antártico. “Nós soubemos de imediato que encontraríamos algo tremendamente novo e único na pesquisa com a fonte hidrotermal” disse a National Geographic o líder do estudo, Sven Thatje, ecologista da Universidade de Southampton (Reino Unido). O tamanho destes animais pode variar de meio centímetro até 15 centímetros, mas o Kiwa vive em uma temperatura que beira o congelamento. Para escapar do frio externo, este crustáceos se amontam em torno das fontes hidrotermais.

1. Criatura estranha peluda

estranha criatura-encontrada-antárticaA Antártida esconde uma quantidade de animais estranhos, muito deles ainda desconhecido pela ciência. Mas devido a um ambiente hostil, é compreensível que a evolução lhe tenha dado caraterísticas, no mínimo, peculiares. Em uma expedição no continente ártico, pesquisadores descobriram em bicho para lá de estranho, que mede cerca de sete centímetros e tem quatro presas muito afiadas em suas mandíbulas.

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